por Esteban Fidelis

Acabamentos: Ebanizado | Natural
Dimensões : A | 86,5cm X L | 48cm X P | 53cm
Madeira : Tauari
Ref.: CG-1

PROCESSO

Conheça mais detalhes de nossos produtos e veja o que há
por trás de cada processo e material que constituem nossas
peças.

Prezamos por utilizar madeiras certificadas e de qualidade. Além da beleza estética das matérias-primas nativas licenciadas, a densidade é um fator importante na escolha das espécies de madeiras que selecionamos. Esta característica física torna possível a elevação da qualidade dos acabamentos, melhora a precisão dos cortes e garante uma excelente durabilidade do móvel. Sabemos que ter uma matéria-prima de qualidade a disposição não basta para ter um bom produto finalizado, por isso buscamos trabalhar somente com marceneiros que dedicaram suas vidas a trabalhar com madeira. Profissionais de excelência que possuem um know-how capaz de transcender de forma substancial as limitações técnicas e tornar possível o desenvolvimento de cada um dos produtos desenvolvidos em madeira.

Temos orgulho de trabalhar com profissionais experientes e no caso de acabamentos, confiamos nossas peças somente a profissionais que carregam décadas de experiência em pintura. Somente o tempo é capaz de tornar um profissional referência do que faz, olhos que são capazes de ver o que muitos olhos não veem, mãos que carregam habilidades adquiridas não somente pela repetição, mas pela paixão em tornar um produto uma peça finalizada. A precisão da aplicação de cada leque que sai da pistola de pintura, a revisão minuciosa de cada superfície do produto, são características que observamos e valorizamos, pois sabemos que o acabamento é um aspecto importante na relação entre pessoas e objetos.

INSPIRAÇÃO

Todos os nossos produtos possuem um universo criativo por
trás de cada peça. Aqui é possível ver um pouco do que
inspira nossos designers a desenhar nossos móveis.

Albert Eckhout, Mameluca Woman, 1641, detail. Nacional Museum of Denmark, Copenhagen.

Canto II – XXII
Disse Diogo, e conduzia à gruta,
O Principal da bárbara caterva,
Que ali seguido pela gente bruta,
O lugar conhecido atento observa:
Gupeva a tudo atende, e tudo escuta;
Mas sempre o horror, que concebeu, conserva;
E olhando as armas, sem que a mais se arroje,
Chega com mão furtiva, apalpa, e foge…

CARAMURU, Santa Rita Durão, 1781, Canto II – XXII.

O conceito da cadeira é fruto da pesquisa dos personagens que fazem parte do poema épico Caramuru, escrito em 1781 por Frei Santa Rita Durão. Gupeva é o nome do chefe dos Tupinambás que encontra o náufrago português Diogo Álvares Correia, ou como seria conhecido mais tarde, o Caramuru. Impressionado com a armadura reluzente que protegia Diogo, Gupeva é o primeiro índio a ter contato com os objetos advindos da Europa que foram escondidos pelo náufrago. O Chefe indígena é o primeiro grande amigo do português e também responsável por abrigá-lo na aldeia dos Tupinambás, onde mais tarde o Caramuru conheceria Moema e Paraguaçu.

Gupeva é uma cadeira que foi pensada para compor o conjunto de jantar, juntamente com a mesa Moema (personagem do mesmo poema épico). A mesa é o referencial estético e formal que flui, e se expressa por extensão, à cadeira. Pernas com cantos arredondados, linhas curvas e chanfros, tornam a percepção dos componentes e do conjunto mais leve. Esses elementos reunidos constituem canais de conexão entre mesa e cadeira e formam um conjunto harmonioso e funcional. Conceito, forma e antropometria, juntos, formam a tríade que une, não somente produtos de um mesmo conjunto, mas também faz do usuário um espectador e convida a todos para apreciar essa narrativa em forma de móveis brasileiros.